Finalmente acabou as Eleições!!
Domingo acabou a cobertura estadual do Hora Eleitoral e eu finalmente pude experimentar uma sensação raríssima nos últimos meses: não ter absolutamente nada de eleição para resolver.
Foram meses respirando sabatina, regra, reunião com candidatura, pesquisa eleitoral, gráfico, transmissão, cenário, tela, TSE, YouTube e todas aquelas pequenas coisas que ninguém vê quando liga o rádio ou abre uma live e está tudo funcionando.
O Hora Eleitoral começou bem antes das urnas.
Primeiro vieram as sabatinas com os candidatos ao Governo da Bahia e ao Senado. E fazer uma entrevista eleitoral começa muito antes de alguém sentar na bancada, a gente cria formato, regulamento, faz reunião com representantes das candidaturas, alinha com o jornalismo, faz planejamento técnico e editorial... E quando candidato não vem, produzi ainda o editorial. Sempre comigo na direção.
Foram 20 sabatinas. VINTE. Foram dez senadores e cinco candidatos pra Governo, que vieram duas vezes (uma no inicio e um no final da campanha).
Terminamos essa etapa, era hora de montar a apuração.
O caos da apuração:
Para a transmissão do domingo, eu queria que os números não fossem apenas falados. A ideia era ter uma apresentação visual que acompanhasse a apuração e ajudasse quem estivesse assistindo a entender o que estava acontecendo.
Daí nasceu uma das partes que mais gostei de desenvolver no projeto: um sistema de telas para o telão, sincronizado com os dados disponibilizados pelo TSE. Estado por estado, candidato por candidato, números sendo atualizados enquanto a transmissão acontecia.
Nisso, eu também estava dirigindo a transmissão.
No domingo, foram quase cinco horas ininterruptas, simultaneamente no dial e no YouTube da Salvador FM e no dial da Popular FM. Enquanto a apuração avançava, tinha número chegando, tela mudando, informação entrando, equipe se movimentando e aquela maravilhosa tranquilidade típica de uma transmissão ao vivo: nenhuma.
E funcionou.
No YouTube, foram mais de 180 mil visualizações somente no domingo, com a Salvador FM ficando à frente de veículos tradicionais e com uma longa história de coberturas eleitorais.
Talvez seja isso que mais tenha me marcado nesse projeto.
Meu trabalho começou na concepção e passou por conteúdo, jornalismo, direção, digital, tecnologia e operação. Também foi um trabalho absolutamente coletivo. Muita gente fazendo pequenas e grandes coisas para a engrenagem continuar girando.
E uma das coisas que mais gosto nesse tipo de projeto: quando dá certo, parece fácil.
Agora, por favor, ninguém me mande uma pesquisa eleitoral por alguns dias.



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