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Jorge Vercillo, um estouro metálico... e uma pizza grande

Foto do escritor: Phillipe Silva
Phillipe Silva
31 de jul.
2 min de leitura

Tem uma história da Salvador FM que é bem aleatória.


Foi o dia em que a gente conseguiu tirar uma rádio do ar comemorando uma conquista no YouTube.


Na época, o canal da Salvador FM tinha acabado de bater 100 mil visualizações lá em 2021 e foi uma marca bem importante pra gente.


Pra comemorar, resolvemos gravar um vídeo dentro do estúdio, com todos os apresentadores e fazendo a maior festa. Alguém apareceu com aqueles bastões de confete. Aí era só gravar, estourar e pronto.

Pés de tênis pretos sobre piso cinza coberto de confetes dourados, clima festivo e pós-festa.
Registro de como ficou o chão do estúdio logo após o estouro.Sim, meu cadarço estava desamarrado e só vi depois que tirei a foto.

O que ninguém tinha percebido era que o confete era metálico.


No “três, dois, um”, a gente estourou.


Ficou bonito… por uns três segundos.


Logo depois, o estúdio inteiro apagou.


Mesa de som, computadores, monitores… tudo desligou e a Salvador FM tinha saído do ar.


Na hora, ninguém entendia o que tinha acontecido. Era a equipe técnica tentando descobrir o problema, religando equipamentos, conferindo tudo, enquanto a gente tentava entender como uma comemoração tinha acabado daquele jeito.


No meio disso tudo, naquele dia, Jorge Vercillo estava indo participar do Pipoco. Então, quando a gente gravava, momentos antes do programa, ele estava chegando à rádio.


A rádio ficou alguns minutos fora do ar e o programa precisou atrasar um pouco até que tudo voltasse a funcionar.


Todo mundo tentando fazer a rádio voltar.

Foi quando, no meio dessa confusão, o produtor me parou e perguntou:


Tem comida aqui ou algum lugar pra comer aqui perto?

Eu respondi que sim, mas sem entender por que aquela era a preocupação naquele momento, já que claramente a gente estava desesperado pra religar a rádio. Ele falou:


Jorge tá passando mal de fome.

Fui olhar e era verdade.


Já passava das quatro da tarde e, por causa da agenda, ele ainda não tinha conseguido almoçar. Estava visivelmente abatido, branco igual a uma folha de papel.


Enquanto isso, a gente religando o estúdio pra colocar a rádio de volta no ar.


Gritei, no meio da rádio, para Lili (minha diretora de Marketing) resolver e ela foi pedir uma pizza no delivery. Foi a solução mais rápida.


A pizza chegou e Jorge Vercillo conseguiu comer duas fatias antes de entrar no estúdio.


Entrava no ar, vinha o intervalo, ele voltava pra comer mais algumas. Entrava de novo, saía, comia mais um pedaço.


No fim, praticamente acabou com uma pizza grande sozinho.


E deu tudo certo.


A rádio voltou ao ar, a entrevista aconteceu, ele cantou ao vivo, conversou durante duas horas e foi uma tarde muito boa.


Aí você me pergunta: “Mas o que foi que tirou a rádio do ar?”

Então, na escola a gente aprende que metal conduz eletricidade, né?

Então… um daqueles confetes tinha caído dentro do no-break, provocado um curto e desligado os computadores e a mesa.


É um desses bastidores que faz jus à frase: “Quem vê vivo não vê corre.”


Confira os programas desse dia na íntegra:




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